Praia limpa e a responsabilidade social da mídia

Lixo na praia traz vergonha à cidade

Lixo na praia traz vergonha à cidade

Antes educar que punir. Esse deveria ser o lema para alcançar a esperada civilidade. Pode parecer mais fácil regular que educar, pois se busca quase sempre o paliativo em detrimento da verdadeira transformação social, que só pode vir pela educação.

O brasileiro, já se provou, não é refratário a adaptações que visem a melhoria de vida, que modifiquem profundamente os comportamentos sociais. Um bom exemplo foi a campanha encetada pela prefeitura de João Pessoa pelo respeito à faixa de pedestre. Bastou uma boa campanha nas mídias para despertar a consciência do respeito ao pedestre, ente mais frágil da propalada mobilidade urbana. Esse simples gesto elevou nossa cidade a um nível de educação que não se sonhava pouco tempo atrás.

Urge que se avance em direção à cidadania plena, alcançando outros objetivos não menos importantes para a cidade. João Pessoa carece de calcadas regulares que possam ser consideradas verdadeiros passeios. Embora ostente o selo de “cidade verde”, há uma enorme carência de arborização, sobretudo nas calçadas, que transforme nossas ruas em alamedas.

O lixo nas praias, porém, é o mais grave indício de falta de educação e descaso da população, bem como de política pública. Para um estado que quer ser uma vitrine turística, com ênfase na qualidade de suas praias, chega a ser paradoxal expor os frequentadores de casa e os turistas, à lixeira em que se transformou a areia de nossas praias.

Basta uma caminhada no final da tarde para ver um exemplo de nossa pouca civilidade. São latas de cerveja e refrigerantes espalhadas por todo lado, garrafas e sacolas de plástico, restos de comida de toda qualidade que emporcalham e mesmo põem em risco à saúde. Embora haja lixeiras na areia, ainda que insuficientes, são ignoradas pelos frequentadores, em sua inconsciência e comodidade crônica.

Tomando o exemplo da campanha da faixa de pedestre, é possível reverter essa situação educando o povo a não fazer piquenique na praia, ou se o fizer, a recolher seu lixo. É preciso o engajamento de todos, do poder público, do povo e da mídia, que pode ser fundamental para isso, assumindo seu papel social.

Henrique Magalhães

Publicado no jornal A União, João Pessoa, 29 de janeiro de 2013, 2o Caderno, p.7.

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Sobre Henrique Magalhães

Jornalista, professor, editor e autor de História em Quadrinhos
Esse post foi publicado em Mídias, Meio ambiente e marcado , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Praia limpa e a responsabilidade social da mídia

  1. John Kennedy disse:

    Reblogged this on Bagagem Aventureirae comentado:
    Repassando esse post que achei muito interessante, vale super a pena ler e compreender é claro! 😉

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